segunda-feira, 7 de abril de 2014

CRÍTICA LITERÁRIA - GISELDA MEDEIROS


Esteta da Palavra

Por Giselda Medeiros*
 (No livro Crítica Reunida - 2007)

Em Introdução Estética ao Estudo da Literatura, de autoria do Professor Geraldo Rodrigues, encontramos, na página 155, uma plausível definição de Arte (plausível por ser tarefa das mais difíceis definir termos abstratos, detentores de uma gama de polissemia). Vejamo-la:

A Arte, qualquer que seja sua definição, é uma causa profunda, mais inconsciente do que consciente, mais instintiva do que racional, qualquer coisa que repercute no lado noturno e desconhecido de nós mesmos, que lança ecos e ressonâncias desde as profundezas do nosso oceano interior.

Com base nessa asserção e, ainda mais, conduzida por Benedetto Croce, quando intui ser a Arte aquilo que todos sabem o que é, podemos, sem nenhum motivo que possa desabonar tal proceder, ratificar, ipso facto, a perífrase constante do título desta nossa escrita.
Efetivamente, à leitura de Repertório Transcrito (Notas Críticas Ativas e Passivas), Edições UVA, mais uma produção de Vianney Mesquita, vem-nos, de imediato, a lídima confirmação do que há muito já se disse (e ainda se dirá) a respeito do trabalho intelectivo deste Professor, audaz combatente, aliás em linha de frente, na defesa de nossa língua, hoje tão manietada por aqueles que se comprazem em estuprá-la, rompendo-lhe o hímen de singeleza. Escrever, respeitando a norma culta, a singularidade da linguagem bem trabalhada, escoimada de degenerescência, de pedantismo, não é só dever de cada um de nós mas, sim, e antes de tudo, uma maneira de se produzir Arte. Um ficcionista, um poeta, se não souberem coser adequadamente a roupagem de sua escritura, por mais inspirados que sejam, jamais produzirão obra capaz de atravessar os muros do tempo e se tornarem trabalho de reconhecido valor artístico. Morrerá no nascedouro, porque lhe falta o bom estilo.

Em Vianney Mesquita, as palavras têm sentido e melodia, e encadeiam-se em frases, períodos e parágrafos, sob um estilo harmonioso e elegante, o que faz de sua escritura objeto de Arte, uma espécie de termômetro, cuja escala é ascendida à proporção que o lemos e penetramos a erudição de seus conceitos tão bem expendidos. Sim, porque é o estilo que faz um texto crescer e ser aquela vibrante e interminável oscilação entre o texto e o mundo, o que, na opinião de Osman Lins, é a marca verdadeira de uma obra de valor.
Note-se-lhe, outrossim, o arraigado amor à língua do ínclito “Cisne de Mântua”, haja vista o uso de expressões latinas que se coadunam e se cosem, com justeza, às ideias advindas de seu raciocínio, numa profusão de cultura, longe, no entanto, de pedantismos ou de preciosismos, porque dosadas de acordo com seu tirocínio de excelente vernaculista.

O livro em apreço está dividido em duas seções: Notas Ativas e Notas Passivas. Disso se infere que, na primeira parte, Vianney Mesquita faz o papel do crítico, daquele que, arrimado em erudita linguagem, empresta às sentenças e intuições analisadas uma segunda vida, filha destas, prontas para a decodificação do leitor. Seus ensaios, em número de 30, excelem pela imparcialidade, precisão, correção e beleza no dizer, o que empresta ao texto aquele ar de leveza, expurgado da enfastiosa dureza apresentada em alguns textos deste jaez. E acrescente-lhes ainda a riqueza de novos conhecimentos, a nós advindos, como resultado do seu ajuizado esquadrinhamento dos conceitos ali analisados.

A facilidade com que adentra os vários tipos de livros, quer de poemas, ficção, estudos científicos, humanísticos, até religiosos, acrescentando-lhes seus pontos de vista, é prova inconteste do imensurável conhecimento que tem a respeito do assunto examinado e da abrangência de seu tirocínio gnosiológico, corroborando as palavras de Marshall McLuhan, ao afirmar quenenhum leitor lê o que o texto realmente está a dizer, senão que projeta o que tem dentro de si.

Por essas e muitas outras razões é que o Professor Vianney Mesquita ocupa,de jure et de facto, cadeira cativa e perene na Academia Cearense da Língua Portuguesa, tendo já, por duas gestões consecutivas, dirigido proficuamente aquele sodalício, cuja finalidade maior é a de zelar pela língua vernácula, para que outros não a ofendam nem lhe maculem o viço e a formosura.

Há de se considerar também a intimidade de Vianney Mesquita com a redondilha maior, recurso no qual verseja comodamente sobre qualquer tema. Tal afirmativa decorre do fato de já termos conhecimento de um trabalho (e diga-se, de fôlego) que Vianney tem pronto para próxima publicação, baseado na Sagrada Escritura, mais precisamente, reportando-se ao nascimento, à vida, à crucifixão e à morte d’Aquele “que se fez carne e habitou entre nós”. Trata-se de uma obra constituída de 743 estrofes, totalizando 4.458 versos, escandidos primorosamente em heptassílabos heterorrítmicos. Pois bem, aqui, nesse seu Repertório Transcrito, está a prova do que dissemos: uma poematização do texto em prosa “Projeto de Identidade Global Una da Universidade Estadual Vale do Acaraú”, de autoria do Professor Evaristo Linhares Lima, em que Vianney Mesquita, servindo-se da intertextualização, exercita essa sua veia, transformando-o num texto ritmado e rimado, em 47 sextilhas, todo ele em redondilha maior.

Importante também é ressaltar a competência do autor de Resgate de Ideias na feitura do soneto, o que faz também com enorme desenvoltura. Visitemos o segundo quarteto do soneto “Ócio”, no qual ele utiliza o recurso da metalinguagem para atingir o seu objetivo, temperando-o com uma pitada de humor: Fazer nada requer regar o rio, /Remar à ré no rastro dos caducos. /É cegamente acreditar num fio/ De masculinidade nos eunucos. Digno de nota, também, é o soneto “Aos Pesquisadores Científicos”, em que o autor, além de empregar as rimas normais exigidas, utiliza, com mestria, a rima encadeada, ou seja, aquela que se dá internamente no corpo dos versos, numa demonstração de cabal conhecimento da teoria da versificação.

Na segunda parte de Repertório Transcrito, vamos encontrar críticas e opiniões, as mais abalizadas, sobre a escritura de Vianney Mesquita. Nomes preeminentes de nossas letras lá estão com sua palavra multifária, a apontar nas obras analisadas a qualidade inconcussa desse autor, que prima pela correção, pela clareza, pela concisão, pela precisão do texto, sem deixar de lado a simplicidade. É uma dezena de excelente palavra: Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, José Batista de Lima, Norma Soares, Vicente de Paulo Sampaio Rocha (conterrâneo dele, de Palmácia-CE), Eliézer Rodrigues, Joseneide Franklin Cavalcante, Genuíno Sales, Márcia Siqueira (Belo Horizonte), Ítalo Gurgel e Padre Doutor Brendan Coleman McDonald, além desta escrevinhadora modesta, cujos escritos, se alguma luz projetam é porque a recebem das luminares, em volta das quais gravita.
Para que fiquem comprovadas, embora de maneira rápida e breve, as qualidades do autor de O Termômetro de McLuhan, explanadas aqui, antecipamos o que dele disseram –

Batista de Lima: A importância desse livro (Resgate de Ideias) de Vianney Mesquita não fica apenas nesse questionamento que suscita. Há um aprendizado por parte de quem lê através do estilo do autor. [...] É uma vocabulário rico, uma frase lapidada dentro das normas da língua-padrão, um ritmo agradável que sequestra o leitor do começo ao fim.

Genuíno Sales: Ler Vianney Mesquita é resgatar a esperança nos ideais culturais e no milagre da inteligência.
Ítalo Gurgel (acerca de A Escrita Acadêmica – acertos e desacertos, com J. Anchieta E. Barreto): Numa obra fundamental – porque inédita na maneira de enfocar questões básicas da linguagem – os professores José Anchieta Esmeraldo Barreto e Vianney Mesquita alinham amostras do inesgotável repertório das manias e chavões, pleonasmos e contradições lógicas, impropriedades e estrangeirismos que invadiram o vernáculo.

Norma Soares: O autor de Fermento na Massa do Texto demonstra saber ler o universal no inefável enredo da alteridade singular.
Ainda há muito testemunho que evocar, entretanto deixamos aos leitores a primazia de saborear,  in totum, tanto a percuciente palavra do autor do livroquanto a dos que teceram seus abalizados comentários, centrados na obra do autor de Impressões - Estudos de Literatura e Comunicação.

Em suma, Repertório Transcrito oferece-nos uma multiplicidade de conhecimentos, em que forma e conteúdo estão perfeitamente casados. De parabéns está, pois, o autor de Sobre Livros – Aspectos da Editoração Acadêmica por ter conseguido alcançar, também no Repertório, seus objetivos, de modo competente, granjeando, dessa maneira, o aplauso não só do público especialista no assunto mas também de todos aqueles que gostam de saborear textos limpos, bem redigidos, ricos de conteúdo, dos quais afloram o talento, a sensibilidade, o zelo pela língua vernácula, marcas indeléveis, presentes na vasta produção do coautor de Para além das Colunas de Hércules, Vianney Mesquita.

Se, realmente, [...] a verdadeira viagem de descoberta não consiste em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos, como anota Marcel Proust, estaremos todos, após a leitura de Repertório Transcrito, com novos olhos, com bem mais acuidade para enxergar o mundo e nós mesmos, nessa incessante e (tão efêmera) viagem de descoberta, que é a vida. 

Aqui está sua bagagem, caro leitor. Boa viagem!


*Giselda de Medeiros Albuquerque
Escritora
 Membro da Academia Cearense de Letras
Da Academia Cearense da Língua Portuguesa
Da Academia Fortalezense de Letras
Da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno
Da Academia de Letras e Artes do Nordeste
Da União Brasileira de Trovadores
Sócia Benemérita da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
Ex-Presidente Nacional da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
Redatora-chefe da Revista Jangada e do informativo "O Ajebiano" 
Considerada a Princesa dos Poetas do Ceará

quarta-feira, 19 de março de 2014

Giselda Medeiros: o Discurso da Introspecção
Especial para o ler
As poesias são como brisas doces e suaves de uma leveza inigualável, indo além da forma e da estrutura

Da obra "Tempo das esperas", de Giselda Medeiros, foram retirados os quatro poemas que serão analisados. "De motivo", trata-se de uma sextilha com o metro livre e versos predominantemente brancos. (Texto I)
A metapoesia
O primeiro verso "A ti, ó poesia" deixa claro que sua composição se trata de um metapoema, pois o eu lírico refere-se diretamente a poesia utilizando-a como vocativo. E eleva a poesia a um nível divino ao fazer uma comparação no segundo verso "seios do eterno a jorrar leite e mel" aproximando, assim, o fazer poético à alimentação espiritual, que convencionalmente relacionamos às doutrinas cristãs.
O terceiro e quarto verso "ergo minha taça" / "vazia" aproxima ainda mais o poema de rituais religiosos, pois faz referência ao momento de comunhão onde os cristãos "pedem" e "recebem" corpo e o sangue de Cristo e ao ler o poema. Parece que o eu lírico pede à poesia, seu ser superior, que o alimente, deseja ter sempre seu cálice transbordante "de canções / de leite e mel", isto é, de poemas.
Já o poema "Teus lábios" integra a segunda parte do livro "Tempo de esperas" - esta intitulada "De mim, de ti, de nós". Trata-se de uma denominação bastante sugestiva, por sugerir a presença de elos de uma cadeia que não se dissolve, como no poema "Teus lábios" (Texto II)
Leitura do poema
O eu lírico retira a inspiração do que é próprio de si, do que é próprio do outro e do que é formado pela união dos dois. O primeiro verso revela a existência de um interlocutor, a que o eu lírico dirige seus versos essencialmente líricos. Utiliza-se de metáforas para representar o seu sentimento como percebemos nos dois primeiros versos "Teus lábios, amado, / são pomos de mel" com essa metáfora o eu lírico aproxima os lábios de seu amado a um fruto carnudo que lhe proporciona prazer e saciedade. O poema composto por uma única estrofe com dezesseis versos imprime uma sensualidade latente entre o nono e décimo segundo verso. Esse poema evolui do lírico ao sensorial, pois passa de uma comparação com o que é angelical "rumor de sorriso / dos anjos do céu" a sensações olfativas, gustativas e táteis "cheiro de mato / sabor de morango / que me arde e
m delírios".
A sensualidade presente nos poemas da autora ocorre de maneira a sugerir uma erotização, mas em análises aos poemas podemos perceber que o prazer, o desejo impresso nos poemas são tormentosamente irrealizados, como em "Ser poeta": (Texto III)
Dividido em quatro estrofes os versos descrevem uma hipótese do que é ser poeta. Com uma linguagem metafórica vai tecendo uma teia sobre o próprio ato de composição do poema. . Além do explícito percebemos nesse poema uma clara referência a Camões no oitavo verso "por mares nunca dantes navegados" célebre verso de os Lusíadas
Considerações finais
Giselda Medeiros Albuquerque nasceu em Prata, Acaraú, Ceará, no dia 14 de julho. É graduada em Letras Neolatinas pela Faculdade Católica de Filosofia da Universidade Federal do Ceará, foi professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. É poetisa, contista, ensaísta e critica literária. Giselda Medeiros possui uma poética leve, suave e encantadora que recorda a Cecília Meireles, enquanto isso, seu sofrimento amoroso segue a linha de Florbela Espanca. Sua imaginação criativa produz poemas sublimes e de imensa sutileza. A cada metáfora arranca de seus leitores o fôlego e aplausos, pois seus versos são crescentes e encaminham os leitores para o encantamento. Leiam-se os versos de "O menino, o homem e o poeta": (Texto IV)
Disposto em quatro estrofes e dezesseis versos o poema O menino, o homem e o poeta foi feito em louvação a Batista de Lima. Formado pela junção das características principais do livro Janeiro da Encarnação o eu lírico, por meio de metáforas, define o poeta em suas principais fases e características. Enquanto menino é rio, é traço e é riso, pois se diverte em sua condição pueril de menino do interior que pôde gozar da liberdade durante a infância. O homem é terra, é ponto e é siso, pois com a maturidade vêm as responsabilidades e isso faz com que o menino de outrora seja firme, seja terra. Por fim, o poeta é água e vegetação, é interseção e é cicatriz, porque ser poeta é característica do homenageado desde a sua infância misturando a água e a terra, o traço e o ponto e o riso e o siso.
SAIBA MAIS
DENNÓFRIO, Darcy França. O redemoinho do lírico. Petrópolis: Vozes, 2005
MEDEIROS, Giselda. Tempo das esperas. Fortaleza:Multigraf, 2000
MOISÉS, Massaud. A criação literária – poesia. São Paulo: Cultrix, 1997
REIS, Carlos. O conhecimento da literatura – introdução aos estudos literários. Coimbra: Almedina, 2001

Trechos
TEXTO I 
A ti, ó poesia, / seios do eterno a jorrar leite e mel, / ergo minha taça / vazia / Quero vê-la transbordante / de canções / de leite e mel. (P.21)
TEXTO II
Teus lábios, amado, / são pomos de mel, / rumor de sorriso / dos anjos do céu. / Têm cheiro de mato, / sabor de morango. / Teus lábios, amado, / têm o ar das manhãs. / Sugá-los queria / na febre do tempo / que me arde em delírios / e me deixa a incendiar. / Teus lábios, amado, / roçando-me a vida, / me levam aos astros, / me fazem sonhar. (P.73)
TEXTO III
Ser poeta é acender imensas luzes / nos túneis mais profundos. / Tecer auroras nos / crepúsculos da vida. / Pôr sal de poesia no molho da existência / e açúcar de sonho na / calda dos temporais. // Ser poeta é dar eternidade ao efêmero. / É ser criança em / qualquer fase da vida. / É navegar em seu bergantim de sonho / por mares “nunca dantes / navegados”. // Ser poeta é cantar o inacessível. / Pôr estrelas nas noites escuras. / Saber dar “um toque no intangível”. / Extrair do desespero o néctar / e abrir um imenso girassol na chuva. // Enfim, ser poeta é estar sempre procurando / Um bom motivo para o seu próximo poema. (P.108)
TEXTO IV
O menino é o rio / o homem é terra / e o poeta é água e vegetação. // O menino é traço / o homem é ponto / e o poeta é interseção. // O menino é riso / o homem é siso / e o poeta é cicatriz. //O menino carrega um rio / o homem, as suas margens / e o poeta, a / solidão das águas, / o sal dormindo nas lágrimas, / poemas em hibernação / agitados nas bandeiras / de “Janeiro da Encarnação”.(P.177) 

Débora Cavalcante

Do Curso de Letras da Uece

quarta-feira, 5 de março de 2014

UM INSTIGANTE POEMA DE SÉRGIO MACEDO



OCEANO

O simples olhar e ver o mar
Nos torna não pertencentes.
Nos exclui de sua beleza, de sua energia
Mas tem o poder de nos poupar de terríveis maremotos e tempestades
Não vale a pena estar fora das paixões
Viver o terno correr frio dos regatos;
Vale a luta do barco ferido
Das velas tortas e rotas
Vale manter o rumo dentro da procela
Vale interpretar e enfrentar os petardos que a natureza impôs
Alcançar os portos objetos
De nossa angústia.
Vale a pena amarrar porcos e caixas
No convés sofrido do barco
Adernar às vezes, morrer noites a fio
Ou estaremos apenas olhando,
Sem ver o oceano que somos.

sábado, 1 de março de 2014

MUITO BOM. CRIATIVIDADE 10.



01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; possui termos acessórios.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é frágil; é átona.
21 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
22 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
23 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
24 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
25 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
26 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
27 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
28 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.
29 - Professora de português não foge a regras; vale-se de exceções.
30 - Professora de português não é autoritária; possui voz ativa.
31 - Professora de português não é exigente; adota a norma padrão.

32 - Professora de português não erra; recorre a licença poética.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

REVISITANDO JANEIRO DA ENCARNAÇÃO, DE BATISTA DE LIMA

Janeiro da Encarnação
Giselda Medeiros
                                                                                                   
                Vocação poética de imensurável autenticidade, fiel a conceitos e valores, no que concerne à arte, é o que se depreende de Janeiro da Encarnação {Fortaleza, Edições UNIFOR, 1995), o mais recente livro de Batista de Lima.
              Há no autor um poeta vigilante e um homem percuciente que, juntos, sabem, de momento em momento, mergulhar no mais recôndito do ser, lá em seus silêncios, em suas solidões, em seus êxtases, e retirarem o amálgama para versos fortes, onde a linguagem desencadeia emoções, as mais variadas. A contemplação estética, por si só, extrapola o sentimento, que se fixa na pauta de seus versos.
               Técnica e sensibilidade convergem para a emersão da poética de Batista de Lima, que, falando muito pouco de si mesmo, extravasa-se ante a visão de um mundo, do qual é artista e espectador, dando o testemunho de uma larga experiência, o que contribui para o engrandecimento de sua bagagem poética. Que seria do homem sem essa experiência?
               Neste livro, o autor mostra-se um hábil manuseador do verso livre, tão quanto exímio na síntese final de seus poemas, como atestam estes versos de “Poesia”: É  ovo / e vôo / antes da ave.
               Atente-se também ao fato de que o poeta sabe, com acuidade, expressar uma avassaladora torrente de imagens, como em “Canavial II, em que a descrição cede à visualização de uma verdadeira aquarela de palavras: Verde mar de morte / o canavial se estende / calmaria / e os homens encalham / navios sem vela / no massapê massacre.
               Revezam-se, do início ao fim do livro, os mundos submersos de Batista de Lima. Ora é o menino salgado que se rasgou em pedaços, ora é o crítico que não se intimida em lançar seu grito contra a opressão: Aproveito que o ditador morre/ e choro com todos os direitos. Ora é o lírico, resvalando para o cotidiano, mas sempre fiel à sua predestinação poética, em vôos de beleza e sabedoria: O que mais dói na solidão / é ter na mão uma chave / que nada abre / que nada abre . Outras vezes é o saudosista, a relembrar Chapéu do meu avô, Festa de São Sebastião e Festas de Janeiro. Aí, o autor se veste de fina ironia, como nos mostram os versos: Coitadinho do santo /sangrando inocente / no seu medo e pranto / vai triste e temente / de perder seu assento. O erótico também está presente no seu universo poético, como atestam estes versos de “Confissão II”: Sei das estradas e veredas / dos socavões e cachoeiras / das sombrias florestas / até dos vales úmidos / que suas dunas escondem.
                        Outros recursos estilísticos de que se serve o poeta são, notadamente, o uso das aliterações, em abundância, das justaposições de palavras, das repetições, das alegorias e sinestesias, das antíteses, das imagens, que nos chegam como um jorro inextinguível de sensibilidade e beleza, impulsionadas por uma cadeia sintática de palavras que se atraem   foneticamente e se dispersam no espaço imagético das idéias em sua marcha nupcial. Além disso, a supressão premeditada da pontuação deixa o leitor mais à vontade para o entendimento e, conseqüentemente, para a interpretação da riqueza conteudística do poeta.
                        Há muito mais que se dizer deste livro. Contudo, deixo ao leitor as outras observações, que sei, depois de lerem-no, não as poderão calar.

                        De parabéns, pois, a poesia cearense, por esse fruto saborosamente sazonado em pleno esplendor deste Janeiro da Encarnação.
(Do livro Crítica Reunida)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

POEMA DE ÍTALO GURGEL



“Vou-me embora pra Pasárgada...”
(Manoel Bandeira)

 Vou-me embora, vou pro mar

Italo Gurgel

Quero as ondas do Havaí,
Coqueiros de Waikiki,
Guirlandas de Honolulu.

Quero as tintas de Gauguin
Nos pincéis do Taiti:
Seus vermelhos e amarelos,
Suas dores, seus amores.

Quero alfombras de Samoa
E a moça com ventarola
Que espanta maus olhares.

Quero em Tonga repousar
À sombra do arco-íris,
Debaixo dos girassóis
(Lá sou vizinho do rei
E seu fiel escudeiro).

Quero acordar, um domingo,
Com os ventos de Vanuatu
E os tufões de Tuvalu
Varrendo para bem longe
As bombas de Moruroa.
(Nesse dia, em revoada,
Fragatas radioativas
Pousarão na Torre Eiffel.)

Quero um voo kamikaze
Despejando serpentinas
E flores de Bougainville
Nos céus de Guadalcanal.

Quero a paz em Iwo Jima,
E o silêncio dos clarins
Nos corais de Midway.

Quero oceano pacífico
– Outra civilização –
Sem heróis, sem generais,
Espadas ou galardões.

Quero as tardes de Nauru,
As noites da Caledônia,
As tentações, os desejos,
Até os mais proibidos.

Quero amar sem reticências,
Resistências ou pudores,
Numa alcova bem singela:
Os lençóis são de cambraia
A rede de lantejoulas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ORAÇÃO - Medeiros e Albuquerque (1867 - 1934)



Eu sei, Senhor, que não mereço nada
mas ponho em tuas mãos humildemente
meu coração que sofre. E, resignada,
minh’alma guarda, confiante e crente.

Quando eu chegar ao termo da jornada
em que a Morte, emboscada, espera a gente,
tem pena de minh’alma amargurada,
vê que eu também sou filho – e sê clemente.

Perdoa-me, meu Deus, se eu sou culpado,
se tanto crime fiz, tanto pecado,
que hoje choro contrito, - e dá, Senhor,

que no coro glorioso, que te exalta,
no céu profundo, não se sinta a falta
de minha voz cantando o teu louvor.

Colaboração de Myrson Lima


domingo, 26 de janeiro de 2014

ENSAIO

Hermínia Lima: a pele das palavras

25.01.2014
A leitura crítica de um texto deve, antes de tudo, concentra-se nas trilhas da própria escritura
Pulsante, vigorosa, sensorial: é assim que se afigura a poesia de Hermínia Lima. Em Sangria Azul, seu primeiro livro de poemas, já celebrava a sensualidade do corpo, o amor vivido, saciado, de modo que essa poesia amorosa, sensual, retomada nos versos de Sendas do sacrário, já constitui uma marca de sua poética e, nesse novo livro de poesia, confirma sua capacidade de desnudar-se sem ser piegas, de decantar o erotismo sem ser vulgar.

Hermínia Lima é professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), doutoranda em Línguística na Universidade Federal do Ceará (UFC). No campo da produção literária, dedica-se ao ensaio e à poesia, com proficiência, imaginação e sensibilidade 
O erotismo

Praticada, pode-se dizer, desde sempre, a poesia erótica tem belos registros em obras de poetas gregos e latinos da Antiguidade Clássica; posteriormente a exercitaram poetas da lírica medieval e provençal, do Barroco e do Arcadismo, seguidos pelos românticos e, mais tarde, pelos modernos e pós-modernos.

Embora exercitada em quase todas as épocas, a poesia do amor carnal é mais um estilo próprio de cada autor do que uma característica marcante dos movimentos literários. No Brasil, José Alcides Pinto, Hilda Hilst e Pedro Lyra são representantes do que há de melhor nesta seara.

Para Hermínia Lima , são as ‘ardências do corpo’, os desejos, fontes de inspiração. O sexo – “sentido de ser” – não é apenas leitmotiv de versos, mas a própria poesia: (Texto I)Seus versos são extremamente sensoriais, inspirados no(s) amor(es) vivido(s), degustado(s) e eternizado(s) na pele das palavras, onde ele(s) não perecem. Sim, é pela palavra que ela (re) constrói as imagens de carícias, toques, olhares e explosões de prazer que sutilmente se desenham.

Outro livro

Sendas do sacrário é incontestavelmente um livro de amor. Divididos em três partes, os poemas ilustram a mulher ativa, dona do seu corpo e do seu prazer, em busca do amor. Seu eu lírico, notadamente feminino, não reduz sua poesia a meros devaneios românticos de uma mulher. Como Hilda Hilst, ela ora celebra a posse, a carícia concreta, ora projeta, idealiza e sonha com a chegada daquele que abrirá as portas de seu santuário, como se lê em “Busca”:(Texto II)

Leitura do poema
A promessa de futuro, seguramente anunciada, mostra o poder da busca e a capacidade de transpor céus e terra pelo abraço desejado. Embora o eu lírico não seja declaradamente uma mulher, vê-se nas entrelinhas, a voz das Penélopes, claro, do nosso tempo, pois, em vez de fazer e desfazer mantas, ela “cruza fronteiras” e “cumpre a saga” enquanto aguarda seu “Odisseu”.

Sabe a hora do encontro, simbólico, nas chamas, nas águas ou entre-palavras. Esse último reserva já a possibilidade de o amor realizar-se apenas em forma de versos, como disse, na pele das palavras.

Singularidades 

Pelo elemento fogo, ela é corpo em brasa, bacante vestal nos braços do seu homem, consoante os versos: (Aquecidos, a princípio, pela mistura insólita / de vinho e chocolate, ferviam agora, / na chama dos próprios corpos / que incendiava a cama, o quarto / e ameaçava incinerar o mundo inteiro (“Joinville” p.41).
Nas águas, é sereia ardilosa, tomando posse do seu Boto (Enquanto canto / encanto. / O canto, à cata / acha, em um canto, / estrelas / e as cata / para o ato (“Sereia” p.57)) . Entre-palavras, é a mulher que seduz pelo verbo encarnado, lúcida e visionária, segura do que tem e/ou pode ter (Ah, santa e profana habilidade de tocar com as palavras! (“Divindade” p. 70).

Professora da Unifor
AÍLA SAMPAIOEspecial para o Ler

Trechos
TEXTO I 

Sobre um altar de linho, / Derramam-se os perfumes da carne /// (Poemas pulam entre pernas / e pousam cansados / na cintilante espera / do recomeço) (“Altar” p. 24)

TEXTO II
Abrirei estradas para o norte, / rasgarei a mata catando loas, /e levarei o sol para secar florestas. /// Espreitarei os vizinhos peruanos, /aprenderei os ritos dos povos bolivianos, / E cruzarei fronteiras navegando o rio Acre. /// Decifrarei dialetos de todas as tribos, / mergulharei no rito de pajelança da nação Kaxinawa, / e seguirei as águas, morada de Cobra Norato. /// Boiúna será meu guia, / pirarucus e castanhas meu alimento / pelas terras dos seringais. /// Enfim, cumprida a saga, / suspenderei a chuva, / e nua caminharei pela mata, / sorvendo a taça do Santo Daime, / enquanto espero a hora do teu abraço.

FIQUE POR DENTRO
Algumas notas sobre a autora e sua obra
Hermínia Lima é professora da Unifor, doutoranda em Linguística na Universidade Federal do Ceará, antes, lecionou Literatura Brasileira em Cursinhos e Escolas Particulares, em nossa cidade, em turmas do terceiro ano do ensino médio. De intensa produção literária, dedica-se, sobretudo, aos gêneros poesia e ensaio; neste, contribui, com textos bem elaborados e centrados rigor científico, para uma melhor compreensão das produções artísticas da pós-modernidade; na poesia, é uma das vozes renovadoras desse discurso. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Todo filho é pai da morte de seu pai" - Fabrício Carpinejar

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Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso. É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar. É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios. E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas. Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia. Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira: — Deixa que eu ajudo. Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável. Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai. Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrado: — Estou aqui, estou aqui, pai! O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


CHAMAS

                                      Derrama-se em brasas o sol morrente...
                                      Há gritos de silêncio sobre a terra,
                                      e a alma dos rios, silente, chora a vida
                                      que morre entre as pedras submersas.

                                      Pesado é o céu... E as aves agoureiras
                                      descem as asas sobre a torre da matriz,
                                      o rude bico, as penas eriçadas,
                                      o canto mudo sofrendo na garganta.

                                      No manto aflito do horizonte surgem
                                      assustadas estrelas solitárias,
                                      de brilho morno e, com olhos de surpresa,
                                      espreitam tímidas a timidez da luz.

                                      A noite segue em sua nave de mistério,
                                      a negra mão a controlar as sombras,
                                      a cabeleira densa sobre os montes
                                      e o olhar a derramar-se nos caminhos.

                                      Mas, de repente, eis um clarão, e a bruma
                                      de um círculo de prata se reveste
                                      e alteia-se elegante pelas várzeas,
                                      numa festa de luz e de saudade.

                                      Ó loira lua, lunando, lua cheia,
                                      em tuas mãos de concha e de magia
                                      aninha a noite até que uma outra aurora

                                      venha explodir-se em chamas de desejo!

(do livro "Cantos Circunstanciais)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ ANO NOVO - GISELDA MEDEIROS


Feliz Ano Novo!
Giselda Medeiros

O ano começa...
Uma nova luz te chegará
pela primeira aurora.
E teus sonhos serão sóis,
que hás de conservar ardendo,
sempre em chamas.
Eles te impulsionarão,
da aurora ao arrebol de cada dia
da tua vida!
A  felicidade, então, te sorrirá,
em asas e plumas,
mesmo na languescência
dos poentes...
E A LUZ!
A luz do teu sonho
virá, sempre,
pela madrugada sangrenta,
e desabrochará,
 linda e majestosa,
em pétalas!
Faça-se a Luz!

Feliz Ano Novo para você!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

ACADEMIA CEARENSE DA LÍNGUA PORTUGUESA REALIZA CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA


O presidente da Academia Cearense da Língua Portuguesa, jornalista Vicente Alencar, reuniu seus pares, dia 20 de dezembro, às 19h30min, no anexo do restaurante do Ideal Clube, para comemorar o nascimento do Menino Jesus e, junto a esses festejos, promover a confraternização entre os sócios desse sodalício. Imbuídos desse espírito natalino, os que lá estavam puderam absorver a palavra do nosso confrade Horácio Dídimo, que nos fez refletir com a "Harmonização do poema Da Infância, de Giselda Medeiros", e do poema O Afinador de Palavras, de sua autoria, dentro de seu já conhecido estilo "As Harmonias do Pai-Nosso". Foi um momento ímpar, de muita emotividade.
O presidente leu um poema de Natal de sua autoria, seguindo-se, Regine Limaverde, Maria Luísa Bomfim e Giselda Medeiros.
Houve um momento para a música, ocasião em que o acadêmico Manoel Crisóstomo do Vale entoou em sua gaita a música "Sinos de Belém" e, em seguida, a acadêmica Maria Luísa Bomfim cantou "Natal Branco", dando, assim, ao nosso encontro toda a atmosfera do Natal, tanto que a senhora Evendine, esposa de Horácio, pediu a palavra e ressaltou que, das muitas confraternizações a que esteve presente, a única que apresentava realmente o sentido do Natal era aquela a que assistia.
Em sequência, foi feita a brincadeira do amigo secreto, com muita descontração e espírito de fraternidade.
Por último, foi servido o jantar, tudo com o requinte que é inerente ao nosso querido Ideal Clube.
Queremos agradecer ao seu diretor de Cultura José Telles e a Carlos Augusto Viana que nos proporcionaram esse aprazível encontro, inclusive, participando dele, para nossa alegria.

Agora, apresentamos algumas fotos que marcaram aquela grande noite. Confiram

O presidente Vicente Alencar, tendo ao lado sua esposa Margarida Alencar, faz a abertura do encontro


O Acadêmico Horácio Dídimo (em pé) faz a sua preleção


a Acadêmica Regine Limaverde lê o seu poema de Natal


A Acadêmica Maria Luísa Bomfim recita sua mensagem de Natal


O Acadêmico Tarcísio Cavalcante, ao lado de sua esposa, fala da importância dos seu aniversário, também, ocorrido na data do Natal de Jesus


Mãe e filha: Acadêmicas Giselda e Ana Paula Medeiros


Os Acadêmicos: Vicente Alencar, Prof. Moura,  Tarcísio Cavalcante e sua esposa


Margarida Alencar, Evendine e Horácio Dídimo


Regine Limaverde, Maria Luísa Bomfim e José Telles


Acadêmico Manoel Crisóstomo em seu momento musical


Presidente Vicente Alencar fala sobre a aquisição das três acadêmicas neste ano: Ana Paula Medeiros, Maria Luísa Bomfim e Regine Limaverde, dentre outros assuntos 


FELIZ NATAL PARA TODOS!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE NATAL



            Há mais de dois mil anos, nascia Jesus. Aquele que viera ensinar o exercício da Fé, da União, do Perdão, da Caridade, sobretudo, do Amor, este sentimento maior que deve prevalecer no coração da humanidade, como o bálsamo para extinguir todos os males, conforme está escrito na Primeira Epístola de Paulo Apóstolo aos Coríntios, capítulo 13: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece”.
            Queridos amigos, que possamos fazer, neste instante, em que nos reunimos para celebrar o Natal, uma profunda reflexão sobre estas sagradas palavras, de modo que este AMOR maior esteja sempre em nós, unindo-nos e nos fortalecendo. 

            FELIZ NATAL para todos!