sexta-feira, 12 de abril de 2019

UM CORDEL ESPECIAL PARA GUTEMBERG ANDRADE





           CORDEL  DO GUTEMBERG

           Autor: Francisco José PESSOA de Andrade Reis



          NESSE MOMENTO SUBLIME
          PRA MIM DE GRANDE VALOR
          QUEM FALA É MEU CORAÇÃO
          COM VERSOS DE PURO AMOR
          JÁ PRESTANDO CONTINÊNCIA
          PRO CORONEL REFERÊNCIA
          NO CORDEL E TROVADOR

          PEDAGOGO E ADVOGADO
          FUNDADOR E COMANDANTE
          DO COLÉGIO DA P M
          FOI PROFESSOR ATUANTE
          FEZ DESSE COLÉGIO UM TEMPLO
          QUE AINDA HOJE É EXEMPLO
          PARA QUALQUER ESTUDANTE

          DEIXANDO POR ORA, A FARDA
          CINGINDO SEU AVENTAL
          TRABALHOU NA SUA PEDRA
          QUE FOI POLIDA E AFINAL
           ASSUMIU O COMPROMISSO
          DE SEMPRE ESTAR A SERVIÇO
          DA IRMANDADE UNIVERSAL

          AS LETRAS FALAM MAIS ALTO
          VERSEJAR SE TORNA A META
          E SOB O ENCANTO DAS MUSAS
          SEU ARCO DISPARA A SETA
          A MAIS DIFÍCIL DAS PROVAS
          SEU ALVO ERA FAZER TROVAS
          ASSIM NASCIA O POETA

          COM SUA CAPACIDADE
          DE FOMENTAR UNIÃO
          A TODOS SEMPRE ELE ALEGRA
          TANTO AOS SIM COMO AOS NÃO
          COM SUA VOZ SEMPRE MANSA
          SEU TIMBRE SUAVE ALCANÇA
          O OUVIDO DO CORAÇÃO

          E NESSE MODUS VIVENDI
          A TODOS LEVANDO PAZ
          TOMA AS RÉDEAS COM VIGOR
          O QUE A TODOS SATISFAZ
          DESSA UBT SEM UM RÂNCIO
          LEMBRANDO FERNANDO CÂNCIO
          QUE NÃO NOS DEIXA JAMAIS


          FINALIZANDO POETA
          QUE TODOS DIGAM AMÉM
          PELA MULHER PRATEADA
          CAJADO QUE VOCÊ TEM
          DOU-TE UM ÓSCULO NA FACE
          NÃO SÓ A ÁGUIA RENASCE
          TU RENASCESTE TAMBÉM!

                       PESSOA

quinta-feira, 11 de abril de 2019

UMA PARÓDIA INTELIGENTE DE VIANNEY MESQUITA




OH, MAMINHA!
Luz Braz de Canhões*

Oh maminha senil que te partiste
Com medo desta serra renitente
É cousa de beréu impenitente...
M’esquiva eu cá da perra que me assiste!

No momento funéreo em que cindiste
A escória desta lida putrescente,
Jamais te esqueças do fedor ingente
Que já do olfato meu também sentiste.

Se tu vires que podes esquecer-te
Da cousa: o mau odor que me restou
Da água – oh que tédio – a corromper-te,

Ora a Zeus, que teus planos abreviou,
Que tão cedo daqui leve a comer-te
Quem, ledo, sob escolhos, te cheirou.


*Paródia configura um arremedo burlesco de um texto de prosa ou poesia. Luz Braz de Canhões é o pseudônimo (neste soneto) de Vianney Mesquita.

O autor parodia o célebre soneto de Luís de Camões, dedicado a Dinamene (Tin Nam Men), ninfa aquática (nereida) chinesa, uma das 50 filhas de Nereu, inserida na Ilíada, de Homero. Decerto, de caso pensado, critica o cacófato que há no soneto de Camões, na expressão Alma minha gentil que te partiste - maminha - que gerou a paródia.

SONETO DE AMOR






SIMBIOSE
Giselda Medeiros

Dizer que somos dois... ah, que mentira!
Eu sou a tua voz, e és tu a minha.
Minha também é tua boca, a lira,
que embala os sonhos meus, que me acarinha.

E teus dedos, do amor a campainha,
a despertar-me o gozo, a ardente pira
do meu castelo de emoções... Rainha
eu sou de um rei que, como eu, delira!

Andamos sós, errantes pela vida,
sob este céu que é meu, que é teu, no entanto,
dispersa nosso sonho que definha.

E, enquanto os dois vagueamos (que ferida!)
eu cuido ver, por trás do nosso pranto,
tua alma a soluçar dentro da minha!


sexta-feira, 5 de abril de 2019

UM POEMA DE VICENTE ALENCAR - SÓCIO BENEMÉRITO DA AJEB





... AO AMOR
Vicente Alencar
(Autor de Madrugada Fria)

Não tirei uma virgula sequer
do grande texto escrito
para louvar o meu amor
por ti.

Não foi poema,
nem crônica,
nem conto,
nem trova ou sextilha.

Apenas um Hino de amor
levando a minha alma,
e os meus sentimentos
para quem gosto tanto.

Os dias se passam
(o ano vai sendo vencido)
e em cada um deles
minha expectativa aumenta
mas não há resposta nem volta.

O meu texto amarela-se,
há uma emoção
provocada pela esperança,
e tudo vai em frente.